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Atualizando seu Oracle RAC 11.2.0.2 para 11.2.0.3 com aumento de FileSystem – PARTE I

Objetivo

A idéia de realizar esse artigo, nasceu deu uma necessidade real que tivemos em um de nossos ambiente, pois precisamos implementar uma solução cuja única forma de tornar viável para nós foi via arquitetura flexível do nosso sistema operacional, e com isso adotamos então que trata-se de uma excelente prática de Mercado, claro que não é nenhuma novidade mas vale ressaltar a importância de se ter um ambiente robusto e com o mínimo de limitações

Porque a escolha do tema?

Notamos que atualmente muito se fala em ambientes atualizados e em dia com as suas respectivas releases, por essa razão resolvemos escrever então sobre o processo de UPGRADE da RELEASE de BANCO DE DADOS 11.2.0.2 para 11.2.0.3. em ambientes RAC ( Real Application Cluster), lembrando sempre que após a release 10g, toda atualização de ambiente é uma nova instalação, sendo assim não é mais mera substituição de arquivos, trata-se de um processo novo de instalação.

Ao longo de nossas pesquisas na internet, notamos que muitos processos ou eram utilizando o DBUA ( Database Upgrade Assistant ) ou eram de maneira genérica apontando para um nota Oracle localizada no My Oracle Support Website.

Dessa forma acreditamos ser útil esse artigo para os que buscam uma solução rápida e objetiva para essa problemática.

A Arquitetura do Ambiente

Com relação ao que utilizamos como laboratório deste ambiente, temos as seguintes configurações:

Ora-rac01

Ora-rac02

2.512 de Memória RAM

2.512 de Memória RAM

2 Processadores

2 Processadores

1 disco de 20GB ( “/” e “swap”)

1 disco de 20GB ( “/” e “swap”)

1 disco de 16GB ( LVM –“/u01”)

1 disco de 16GB ( LVM –“/u01”)

4 discos 5GB ( ASM)

4 discos 5GB ( ASM)

As únicas peculiaridades que escolhemos aqui para este ambiente foi montar o “/u01”, em LVM, pois queríamos demonstrar o quanto é importante se ter uma arquitetura flexível e preparada para imprevistos, sejam técnicos ou de recursos.

Extendendo o File System Online via LVM Extend

Durante o processo de instalação dos binários do banco de dados, tanto da parte de GI ( Grid Infrastructure) quanto da parte do RDBMS ( Banco de Dados), encontramos algumas dificuldades de espaço disponível para atividade, sendo assim conseguimos realizar as demais atividades graças a arquitetura que criamos para este laboratório, em formato de LVM.

O que é LVM?

LVM é o método pelo qual alocamos espaço em disco rígido, localizados em volumes lógicos que podem ser facilmente redimensionados, o que os difere das partições comuns.

Portanto, graças a essa tecnologia acabamos com nossos problemas de falta de espaço, seja ela por mal dimensionamento no momento da construção da arquitetura, ou por perda de espaço em favorecimento a algum processo de geração de arquivos locais no nosso ambiente.

Processo de Extensão do File System

Como foi mencionado acima, fizemos este redimensionamento diante de uma situação adversa durante a instalação dos binários Oracle.

Vejam :

Podemos identificar facilmente o erro mostrado pelo instalador quanto a falta de espaço, o que fazer então já que não temos mais discos para adicionar? É aqui que entra em ação a eficiência de uma arquitetura flexível, no sentido de nos auxiliar com esses pequenos percalços que podem ser encontrados.

Vejam acima que o device correspondente ao nosso LVM , que esta montado sobre o “/u01” é o “/DEV/SDF”, que tem em sua totalidade 17GB de espaço disponível para uso, que no entanto está montado em formato de LVM com apenas 10GB. Isso foi feito propositalmente para que pudéssemos mostrar á vocês como funciona a extensão do file system.

VGDISPLAY

É importante compreender que há uma quantidade de comandos que gerenciam via CLI ( Command Line Interface) os Volumes Groups ou VG’s como são conhecidos, e seus respectivos LV’s ( Logical Volumes), e antes de iniciarmos que tal olharmos mais de perto nosso VG :

Reparem que temos todas as informações através do comando VGDISPLAY, a cerca do nosso ponto de montagem e suas respectivas capacidades e atributos físicos. Todas essas configurações podem ser realizadas no momento da instalação do sistema operacional, ou após a realização do mesmo, através de linhas de comando especificas. Atentem para o campo VGSIZE e verifiquem também a linha “FREE PE / SIZE”, temos então a clara percepção que ainda temos algum espaço para aproveitarmos.

LVDISPLAY

Se desejarmos ter, maiores informações sobre nosso Volume Lógico ( LV), podemos obte-las através do comando LVDISPLAY, que ira nos mostrar a saída exatamente como esta na figura abaixo :

Temos também aqui a presença de inúmeras configurações e dados sobre os atributos do nosso volume lógico bem como sua capacidade atual.

Comando LVEXTEND

Com a aplicação da sintaxe correta do comando LVEXTEND, podemos tornar o nosso volume lógico maior em capacidade de maneira ONLINE, sem downtime do nosso servidor e sem perder tempo com isso, reparem :

Utilizando a sintaxe :#lvextend –L15G + volume group name deviceExtendemos nosso LVM com maior facilidade sem maiores problemas

Vejam na figura acima que já podemos visualizar nosso file system com a capacidade estendida, rapidamente e sem maiores transtornos para nosso processo.

Vale Lembrar que este processo deve ser repetido em todos os NODES do seu Cluster, pois durante o processo de instalação os binários serão copiados de um lado para o outro pelo processo de instalação e configuração, e se o espaço não for suficiente teremos novamente o problema citado logo no inicio.

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