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Até quanto é um percentual de chance aceitável ?

Quando vejo as pessoas jogando na sena, mega-sena e outros jogos de azar, que para mim não são mais do que lavagem de dinheiro, mas, vejo uma esperança muito grande em uma probabilidade muito pequena. Uma chance em um milhão a pessoa tem certeza de ser essa uma, a possibilidade de “sorte grande” aumenta quanto maior é a possibilidade de enriquecer da noite para o dia. As possibilidades diminuem e a esperança aumenta.
Quando o assunto em questão não é a possibilidade de ganhar um monte de dinheiro, é ficar doente, por exemplo, uma doença venérea ou mesmo uma AIDS, as chances são bastante grandes, se tiver relações sem preservativos as possibilidades são de setenta por cento de ficar doente, mesmo assim as pessoas tem esperança de que nada vai lhe acontecer. Já ouvi mais de uma vez de pessoas maduras o medo de ter ficado grávidas, pergunto por que não usou preservativo, a desculpa é sempre a mais variável possível, desde estourou a camisinha até “na hora do fogo”, passando por “ele pediu”, mas sempre com a mesma constante, “acreditava que não iria acontecer”.
Quando o assunto é doença estabelecida, as chances de cura, por maiores que sejam, sempre geram apreenção de todos, desde a pessoa doente até todos que a cercam e se importam com ela. Noventa por cento de chances de recuperação é um número assunstador, pois ainda há dez por cento de chances de não se recuperar. As mesmas pessoas que acreditavam que uma chance em um milhão estavam a seu favor na hora de ganhar um monte de dinheiro, não acreditam que noventa por cento de chances de recuperação de uma doença seja um número aceitável, se rebelam contra Deus, entregam os pontos, se desesperam.
Vejo no mundo empresarial uma atitude muito semelhante. Quando a possibilidade de ganho é muito grande, mesmo que as chances de fracasso e os riscos sejam enormes, as empresas e seus diretores entram de cabeça, é o caso de algumas empresas brasileiras que perderam muito dinheiro durante a crise mais recente. Os administradores acreditam que o risco é aceitável, “já fizemos isso antes” é o discurso deles, principalmente quando a casa cai, se a investida dá certo, são parabenizados com gordas recompensas, quando dá errado, são criminalmente acusados.
Por outro lado, quando a doença está estabelecida, isto é, o problema deixa de ser uma possibilidade e torna-se uma realidade, todos entram em desespero. Quando há uma perda muito grande de capital, quando seu produto que é o carro chefe da empresa deixa de ser desejado, tornando-se obsoleto, o trabalho que reconstrução e a capacidade de procurar novas alternativas parece que se esvaem, torna-se um câncer na empresa, dizem não haver mais alternativa e entregam os pontos, ou fecham ou vendem a empresa.
A nossa fé, em Deus, ou mesmo em uma força superior é muito pequena quando o assunto é recuperação, quando o assunto é ganância, nossa fé é incrivelmente grande.
Sabe por que os países árabes não sofreram com a crise internacional ? É por que eles tem fé no que é importante, na família e na comunidade, não são especuladores e não pretendem grandes ganhos. Justamente por não pretender grandes ganhos é que Deus lhes proporciona grandes ganhos, é por querermos grandes ganhos, é que Deus permite as crises internacionais (Ele não as causa, apenas as permite).
Sabe por que as comunidades religiosas tem um percentual maior de cura em doenças graves ? É por que todos se ajuntam para passar fé, confiança e solidariedade, só isso já é um fator relevante na cura, agregado a isso a certeza de que se tem uma entidade superior olhando e intervindo faz com que a cura seja possível.
Acho que devemos nos especializar em buscar o que realmente vale à pena, certamente não é o dinheiro e as posses e o poder…
Uma ótima semana para você.

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