GPO ( Grupo de Profissionais Oracle )
A maior comunidade Oracle do Brasil !

O que há de novo no 11G R2 Clusterware.

Bom, falar o que há de novo no 11G R2 não é fácil….

Já há algum tempo não vejo tantas mudanças de uma release para outra, vou tentar aqui elencar aqui algumas que julgo mais importantes, algumas delas serão detalhadas durante o processo de instalação mais a diante!

1 – Maior complexidade a nível de configuração da rede;
2 – Um novo ambiente/user surgem no 11G R2, o GRID;
3 – O que eram 3 agora são 2…Oracle Homes (GRID e Oracle);
4 – ASM e CRS agora andam de mãos dadas em uma home só;
5 – OCR e Votedisk não mais suportados em raw devices;
6 – Cluster Time Syncronization Service (CTSS) – Evolução do NTP ?
7 – Configuração de SSH automático;
8 – Redução de instalações de software, agora apenas GRID e Database Engine!
9 – SCAN – Single Client Access Name;

No que se refere a administração, algumas mudanças significativas:

1 – Ações específicas para cada user. (GRID, ORACLE e ROOT)
2 – Processo de Startup e Shutdown.
3 – Cluster Status, o famoso crs_stat “deprecated”.
4 – Configuração do Listener.
5 – Configuração do Client (TNSNAMES).
6 – Backup do OCR e Vote Disk.
7 – Gerenciamento do ACFS.

Detalhando….

1 – Temos agora três ambientes diferentes e possíveis, diria 2, quase 3.rs!

Para o usuário ORACLE:

  • srvctl => Gerenciamento das instâncias e seus serviços;

Para o usuário GRID:

– lnsctrl => Gerenciamento dos Listeners;
– asmcmd => Gerenciamento ASM;

Para o usuário GRID “as root”: (O velho su – )

  • crsctl => Gerenciamento do nós e do Cluster;
  • ocrconfig => Gerenciamento do OCR e Vote Disk;

2 – Nos processos de Startup e Shutdown:

O ASM precisa ser iniciado antes do CRS;

Mais facilidade nos processos de START e STOP dos nós do cluster como um todo:

Ex:

su - grid
su -

crsctl stop cluster –all

Obs: Se o filesystem oi montado como ACFS esse processo vai falhar!

3 – Descontinuação do crs_status:

Agora no R2, temos o já famoso “crsctl status resource –t”

  • Roda com o user GRID
  • Inclui mais componentes na visualização (Disk Groups, Network, OC4J, Scan, etc)
  • Exibe os recursos como LOCAL e CLUSTER:

Ex:

Sat Mar 6 12:03:47 PST 2010
--------------------------------------------------------------------------------
NAME TARGET STATE SERVER STATE_DETAILS
--------------------------------------------------------------------------------
Local Resources
--------------------------------------------------------------------------------
ora.ACFS.dg
ONLINE ONLINE beta1
OFFLINE OFFLINE beta2
ora.CRS.dg
ONLINE ONLINE beta1
ONLINE ONLINE beta2
ora.DATA.dg
ONLINE ONLINE beta1
ONLINE ONLINE beta2
ora.FLASH.dg
ONLINE ONLINE beta1
ONLINE ONLINE beta2
ora.LISTENER.lsnr
ONLINE ONLINE beta1
ONLINE ONLINE beta2
ora.asm
ONLINE ONLINE beta1 Started
ONLINE ONLINE beta2 Started
ora.eons
ONLINE ONLINE beta1
ONLINE ONLINE beta2
ora.gsd
OFFLINE OFFLINE beta1
OFFLINE OFFLINE beta2
ora.net1.network
ONLINE ONLINE beta1
ONLINE ONLINE beta2
ora.net2.network
OFFLINE OFFLINE beta1
OFFLINE OFFLINE beta2
ora.ons
ONLINE ONLINE beta1
ONLINE ONLINE beta2

--------------------------------------------------------------------------------
Cluster Resources
--------------------------------------------------------------------------------
ora.LISTENER_SCAN1.lsnr
1 ONLINE ONLINE beta1
ora.LISTENER_SCAN2.lsnr
1 ONLINE ONLINE beta2
ora.beta1.vip
1 ONLINE ONLINE beta1
ora.beta2.vip
1 ONLINE ONLINE beta2
ora.oc4j
1 OFFLINE OFFLINE
ora.racdb.db
1 ONLINE ONLINE beta1
2 ONLINE ONLINE beta2 Open
ora.racdb.racdb_taf.svc
1 ONLINE ONLINE beta2
2 ONLINE ONLINE beta1
ora.scan1.vip
1 ONLINE ONLINE beta1
ora.scan2.vip
1 ONLINE ONLINE beta2

4 – SCAN – Single Client Access Name:

  • Acesso ao cluster através de um único hostname;
  • As mudanças no cluster (adição ou remoção de nós) agora são “invisíveis” aos clients!
    Ex:
meu_db =
(DESCRIPTION =
(ADDRESS = (PROTOCOL = TCP)(HOST = meudb-scan)(PORT = 1521))
(LOAD_BALANCE = YES)
(CONNECT_DATA =
(SERVER = DEDICATED)
(SERVICE_NAME = meu_db)
(FAILOVER_MODE =
(TYPE = SELECT)(METHOD = BASIC)(RETRIES = 180)(DELAY = 5)
)
)
)

5 – Configuração de Listeners:

Dois Listeners
– Ambos são executados na home do user GRID;

Local (banco de dados) Listener
– Um em cada nó;
– Registra a instância local (e ASM);

SCAN Listener
– Até 3 por cluster;
– Pode migrar ao redor de todo o Cluster;
– Registra todas as ocorrências do banco de dados e serviços;
– É beneficiado pelo Load Balance Advisory;

6 – Configuração SCAN e seus benefícios:

Basicamente:

Requer configuração da rede “in locco” antes de instalar;
Requer o DNS ou o GNS (Grid Naming Service);
O GNS requer 3 IPs adquiridos do DHCP;
O recomendado para o DNS é a configuração manual;
São necessários 3 IPs adicionais sobre a rede pública para SCAN-VIPs;
Um único e simples SCAN Hostname é resolvido por até 3 IPs;
Durante a instalação, a resolução do DNS oferece 3 IPs que são usados para criar 3 SCAN-VIP pares / listeners espalhadas pelo cluster;

Para mais detalhes vejam a nota: Metalink Doc ID Doc ID 887522.1 -11gR2 Grid Infrastructure SCAN Explained

7 – DNS:

Permite o user de Round Robin para até um máximo de 3 IPs;
Definir Time To Live (TTL) curto, especialmente para os clients pré 11gR2;
Cuidado com roteadores sem DNS cache e clientes DNS do Windows;

8 – OCR e Vote Disk:

Use sempre ASM ou ACFS, e não raw device;
Backup do Vote Disk com dd não é mais possível; 🙁
O Vote é automaticamente backupeado quando se muda algum parâmetro de configuração ou se adiciona ou remove um disco;
Novo OLR (Oracle Local Registry), somente acessível quando o CRS não está totalmente funcional;
Backup manual do OCR;

Ex: ocrconfig -manualbackup

9 – OCR/Vote Disk sobre o ASM:

Diskgroups do ASM agora devem ser iniciados antes do ASM;
Utilize um diskgroup com pelo menos 3 discos;
Procure usar a “redundância” normal para a DG de OCR/Vote Disk;
O Vote Disk agora é gravado no header dos blocos e não é mais visível como um arquivo;
O OCR é visível com o ASMCMD; (boa ferramenta, se soubermos usar!! )

10 – Cluster Time Syncronization Service:

Executa automaticamente o tempo todo;

Dicas:

Se o ntpd está em execução:
– Verifique se está rodando em Observer Mode;

Se o ntpd não está em execução:
– Sincronize todos os nós com o nó 1;

Ex: crsctl check ctss

É isso, vou agora aos poucos continuar a postar a sequência indicada no primeiro post!
Espero que possa ajudar a quem quer que seja.

Abraços

Marcelo Ramasine

Referências

  • Grid Infrastructure Installation Guide for Linux
  • RAC Administration and Deployment Guide
  • Storage Administrator’s Guide
  • Oracle Grid Infrastructure 11G R2 AIX
Share

You may also like...

3 Responses

  1. Muito bom Ramasine. Realmente o 11gR2 teve muitas mudanças. Até o nome mudou, para o tal Grid Infraestructure. Pô, acho que já é o 4o nome do mesmo produto.
    E são 32 New Features, contra 7 do 11gR1! Isto é para deixar claro que os R2 não são necessariamente o Release estável.
    Mas está muito melhor que o 10gR2, achei bem estável.

    Abraço !

  2. Bruno Cantelli disse:

    Ramasine, parabéns pelo artigo, apenas como complemento:

    1 – Raw devices não são mais suportados:
    no 11GR1, eram suportados Raw e Block Devices no OUI, no 11GR2, somente por OCFS2 e ASM, mas, ainda são suportados se forem migrados de versões anteriores do Oracle. No caso, via instalação por OUI, tanto raw devices quanto blocks devices não são mais suportados;

    2 – OCR e Vote Disk: Use sempre ASM ou ACFS, e não raw device; No manual E10812-04, pág 84, diz que ACFS pode somente ser utilizado para Oracle RAC binaries e outros arquivos que não sejam referentes a binários do grid, FRA, datafiles etc. Portanto, OCR e Vote Disk somente em OCFS2 e ASM.

    De resto, o artigo esta perfeito.

    Abraços,

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *